terça-feira, 30 de dezembro de 2008

2008: Que ano louco


Bem, o que falar desse ano no qual o título de tal relato já demonstra muita coisa?
O ano começou bem, aquela sensação de estar progredindo trazia uma grande ânsia e também mais dúvidas pois estava indo para o segundo período do meu curso na universidade.
Realmente o que eu tinha mesmo eram só dúvidas e não demorou muito para perceber que aquele não era o meu lugar.
Refleti um pouco sobre as consequências de tal escolha que estava prestes a fazer iria me trazer, mesmo assim não pestanejei e decidi de cabeça erguida abandonar o curso, até meus amigos diziam que eu estava no lugar errado, digamos que serviram um pouco de impulso para a minha escolha e eu os agradeço.
Muitos ainda insistem em dizer que eu vacilei em ter feito tal escolha, mas quem sabe o melhor para mim sou eu, e no fundo eles compreenderam.
Ao tomar tal decisão estabeleci uma meta como principal para alcançar este ano, passar no vestibular para um curso que realmente queria fazer.
E comecei bem, fui atrás de um cursinho pré vestibular mais próximo e iniciei esta longa jornada.
Foi aí também que sem sombras de dúvidas posso afirmar que eu cresci como nunca, fiz da perda de tempo meu maior inimigo pois sabia que se tivesse realmente me dedicado não estaria em tal posição, mas não sei, dizem que isso é destino não é?
Eu no fundo não entendia de onde vinha essa determinação que aos poucos ia crescendo, não que eu tenha virado cdf, isso nunca.
Mas as aulas que outrora costumava achar um saco começavam a ficar mais nítida, como se estivesse aprendendo pela primeira vez.
Sobre minhas amizades eu só tenho que agradecer, meu círculo social sofreu um acréscimo considerável, conheci muitas pessoas legais e isso foi de suma importância para o próximo ponto que irei descrever.
Digo isso a muitos e a todos caso queiram ouvir, se eles me conhecessem há uns 2 anos atrás e hoje então, ficariam surpreso com as mudanças, para uma pessoa que ficava escanteada em algum canto esperando ser chamada para um grupo, passar a ser o centro de atenções em alguns para mim é de se espantar, não que eu esteja querendo me gabar, a cada palavra que dizia, a cada piada, me fazia sentir diferente ao olhar para trás e ver como eu costumava ser, para ser mais preciso um ''eu'' estava há muito para aparecer e só agora teve voz.
Ao final do ano passado, nessas promessas costumeiras do reveillon eu com mais um grupo de amigos tínhamos prometido algo, não sei se para eles isso se concretizou, mas para mim sim, é certo que a cada ano a vida tende a crescer, novas experiências, nossa mente vai sempre amadurecendo, o que vejo é muita gente que tem chance de crescer e continua a se enterrar, eu procurei e vou continuar a ajudar os que ainda buscam, você não sabe o quanto evolui.
No campo das religiões, ah, esse foi complicado, esse ano foi.
Ano passado tive contato com muitas doutrinas, umas até mais que outras, mas esse ano eu admito que passei muito tempo desencontrado, fui esquecendo certas lições importantes independentes de doutrinas e fui me deixando levar por fatos comprovados mas que me deixavam mais confuso e quando isso acontece meu amigo eu aconselho você a começar pelo menos a ter discernimento sobre as coisas, tem gente que se perde e não volta mais por não ter em que acreditar, acreditem, conheci gente assim esse ano também.
Quem fala, ou melhor escreve o que quer, ouve o que não quer, isso não aconteceu comigo exatamente, mas uma conversa especial aconteceu esse ano graças a um texto que escrevi, e olhe que foi conversa, fiquei a refletir muito e ter sempre aquele cuidado para não me perder em conceitos, fui pensando devagar e chegando a uma conclusão, o que resultou em outro texto :)
Acho que ainda estava faltando essa parte que inconscientemente estava correndo atrás, ainda bem que deu tempo de encontrá-la no mesmo ano em que a tinha perdido.
E essa pessoa sabe que sou muito grato por tal conversa, às vezes eu acho que nem era ela que estava falando, sinistro.
No campo econômico, bem nesse nada mudou, apesar de não estar exercendo nenhum ofício, não posso reclamar que dinheiro me foi um problema esse ano, pelo menos não faltava.
Sobre o amor, vocês apostam que mudou algo?
Sem dúvida que mudou, mas não do jeito que eu esperava, (nada é como a gente espera não é)
sobre isso eu aprendi uma lição muito importante e justamente para derrubar os pilares daquilo que me dominava quando a questão era algo englobando isso.
Timidez, podem escrever o que eu lhes passo, ela não existe, são só muros que você cria para incapacitar seu desejo mais profundo de realizar algo, podem acreditar, e não digo isso por ter conseguido superá-la, pois aí vocês diriam com total certeza: -É, mas nem todo mundo é igual, minha situação é diferente.
Isso é porque vocês não me conheciam mesmo, enfim, o jeito que descobri para esquecer isso é simples, arranjem um jeito de se expressar àquela pessoa, isso sem dúvida você deve ter, escreva, cante, declame uma poesia, grafite um muro, a escolha é de cada uma, e outra coisa importante, estejam sempre preparados para o pior, por que apesar do que fiz, não alcancei o que realmente desejava mas voltei de cabeça erguida e isso é o mais importante, não ter medo de tentar, de erros ou acertos todo conhecimento é válido.
Bem isso é o que tenho de falar de positivo sobre o que aprendi de tal sentimento esse ano, no mais eu tentei realmente fazer com que o desejo que eu acreditava estar pulsante em dois corpos continuar, mas acabou ficando só comigo mesmo, é superável não se preocupem.
Setembro foi um mês marcante, pois tivemos uma visita inesperada e assaz indesejada, falo isso por todos, e foi, ela veio e levou meu avô para sua última caminhada, mas acredito que ele está melhor e descobrindo coisas novas, afinal quem ele mais amava já o aguardava lá também.
Na música pude ter uma proximidade maior com os anos 70 e com uma banda que não pertence a tal época mas muito boa também ( estou sendo superficial aqui pois sei que muitos não irão gostar da banda, não vale a pena citá-la então).
Bom para finalizar, gostaria de desejar luz e paz a todos, essas coisas de praxe, dizer que estou bastante satisfeito com uma coisa em especial, minha mente ter ganhado um espaço virtual, criei um blog e desde já sou grato a ele e aos muitos que visitei por terem me inspirado a muitas idéias e a cada fato ocorrido expressar meus sentimentos sobre tal.
No mais sou grato por ter reencontrado o caminho que alguns ventos de indecisões tinham apagado há uns tempos atrás.
Agradecer à minha mudança, um novo ser se fez mas ainda resguardo as boas coisas da antiga forma, nunca mudamos por completo eu acredito, a cada fato estamos sempre renascendo, é nisso que acredito.
Já nesse fim de ano um fato chato ocorreu, mas não é de agora, a tolerância foi quem o fez perdurar e se arrastar por mais tempo, não vou citar mas deixo uma mensagem que essa pessoa me passou e agora merecia mais que tudo ouví-la: " A gente colhe o que planta.''
Sem dúvida a verdade mais incontestável.
Esse ano em suma foi muito bom para mim, há quem diga que já sabia disto, quem sabe?
Os anos são feitos de altos e baixos portanto não vá pensando que uma mera cor de camisa ou outra vestimenta vai te trazer sorte, muito amor,dinheiro, só tristeza ou só paz, isso acontece gradativamente para cada um, é o que acho, e tais estados de espírito só acontecem com o intuito de nos ensinar, a graça que é mais importante é fruto da paz de nós com nós mesmos, tristezas, alegrias, pode estar preparado, essas coisas vão te acompanhar e se renovar a cada minuto de um novo ano, e graças a elas vamos construindo nossas vidas e passando por cima do que não merece ser lembrado, apenas absorvido como lições.
Deixo aqui um grande abraço, em especial aos que vem acompanhando essa criação tão maravilhosa que foi para mim, chamada de blog, e que promete estar trazendo coisas novas a medida do caminhar de 2009.
Grato a todos.


Uadi

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Presente em fogo, futuro ainda cinzas


E essa saga vai chegando ao fim, passei muito tempo mentalizando sobre esse futuro incerto
Sei que independente de tudo, novas pessoas virão, novos sorrisos, novas palavras, novos pensamentos, isto vai compor boa parte do que ainda vou vir a sentir.
Estou entre dois extremos, e quem sabe preparado para o que der e vier.
Feliz da fênix que ao voltar das cinzas sempre lida com uma nova prova de vida e sabe sempre renascer.



Uadi

domingo, 7 de dezembro de 2008


O vento sopra palavras, a água escorre os desejos profundos, o fogo incinera a dor que não cessa, trovões são pensamentos presos em uma mente confusa e este expele tais pensamentos na forma de raios, enfim a chuva cai para lavar-nos a alma, e quando não sabemos por onde recomeçar, basta que levantemos a cabeça visando o céu que demonstra com toda a sua beleza irônica um singelo sorriso colorido.
E apesar de tudo o sol sempre nasce.


Uadi

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Sonhos


Sonhos, fragmentos em imagens de uma possível realidade.
Planejamos nossa vida quando acordados e ao dormir nos vem os sonhos, alimentados por um forte desejo, talvez também devido ao conformismo de nunca podermos transpô-lo para a
realidade.
Histórias de vidas paralelas, premonições, pesadelos, quem sabe a ligação deste plano com um outro de existência dúbia.
Sonhos são misteriosos e ao mesmo tempo fantásticos.
A única alegria do pobre, pois é de graça.
Algo que incansavelmente alimentamos e muitas vezes nos são roubados, todavia nunca cansamos de criá-los.
Sonhos, os que se concretizam já não o são mais.
Sonhos, força pulsante ( e talvez a única) que nos faz apesar de tudo esticar as pernas pra fora da cama e enfrentar mais um dia, quem sabe sonhado por alguém.


Uadi

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

As mãos que regem as lágrimas




Vejo, em um lugar distante, bem distante.
Em um castelo envolto de nuvens negras e sombras.
Uma pequena criança a expôr seu choro nas escadas solitárias.
Qual o motivo de tal sentimento agônico?
Passos se aproximam da escada,e uma voz senil profere as tais palavras: -É tarde demais, pobre garota, as mãos que outrora afagavam tua cabeça se foram.
-C'est la vie garota,acima de nós as mãos que regem o destino não mencionam detalhes na sua
vinda.
Ao subir da escada, num quarto frio e sombrio, soa um orgão que produz um triste requiém. Música e pranto se entrelaçam formando a mais bela e fúnebre sinfonia, mas por quê agora? Respostas haviam de vir, cedo ou tarde, neste ou em outro plano.
E a senil voz retorna aos seu dizeres: -Tu não te lembras pobre criança,dos jardins de Luvitz?
-Sim, tu te lembras muito bem, ainda posso ver em teus olhos o brilho das flores daquele antigo
jardim perfumado, lembro-me da mãos que colhiam as risonhas flores.
Por quê isso teve fim?
As mãos que nos regem, fazem mais do que isso, linda criança, elas guiam nossos
sentimentos,pré determinando sempre o que há de vir.
Enxuga tuas lágrimas e levantas minha querida, nuvens negras sempre estarão prontas a vir em nossas vidas, mas lembre que tudo nesta curta vida é não mais que mutável.
Sim, o sol há de nascer irradiante amanhã, chora por aqueles que partiram mas lembra-te que
teus olhos vos guiarão e sempre haverá mãos para afagarem tua cabeça e compartilhar contigo os infinitos sentimentos e caminhos que esta enigmática e dúbia vida irão nos trazer.
-Vem, pegas minha mão, já não estais só, de lado deixa teu pranto, vem, que as flores dos jardins
de Luvitz tornaram a sorrir, as mãos que vão colhê-las podem voltar a fazer este apagado sorriso ressurgir.
Não temo as mãos que regem as lágrimas porquê sei que elas também regem milagres,e acima
de tudo...
Felicidade.

*Luvitz - lugar fictício criado pelo autor.



Uadi

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Igreja: nosso centro financeiro de cada dia


Na minha concepção Deus nada tem a ver com as igrejas e demais religiões, elas são usadas apenas como forma de manipulação e hábil perssuasão para disseminar a cegueira mental que vigora até hoje em muitas pessoas, digamos cordeiros nas garras de lobos.
O Deus verdadeiro é disitnto em cada forma de vida, e a religião por não compreender isso busca sempre formas de algemar seus seguidores. E assim será sempre, na forma de indulgências, pecados, mandamentos, ela sempre arranjará um jeito.
Cada humano tem seu modo de vida, porque não os deixarmos livres para que busquem sua própria liberdade?
O vazio dos corações humanos faz a chama da fé se expandir imensuravelmente e ao irem às igrejas o coração clama por ouvir as palavras do pregador, esses ainda que afirmam que o infiel é aquele cujo não segue tais lições, pobre dos índios e demais civilizações ''primitivas'' da América.
Para finalizar, gostaria de expôr que nada tenho contra a fé de cada um, mas há extrema necessidade de quebrarmos o monopólio dos centros religiosos, que atualmente assumem mais a forma de firmas e bancos, vistos comumentes em qualquer esquina.
E lá podemos ver o nível de ignorância da população, quanto mais isto crescer mais pessoas irão cair na lábia incansável dos lobos.
É preciso se primar por um ideal de libertação interior unido com as formas de vida e manifestações mais simples da natureza, pois é esta essência que devemos buscar.
Somos naturalmente divinos.



Uadi

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Amor subentendido


A chuva bate à minha janela como flechas de malignos cupidos perfuram meu coração.

Elas batem incansavelmente e vão embora deixando rastros como os pingos da chuva deixam ao cair da janela formando lágrimas que rolam dos olhos da minha alma.

Ah meus Deus! Será que a natureza também sente a minha dor?

Amor é uma coisa complexa, diria que para uns não merece nem o título de sentimento, eu o compararia à trens que levam e trazem passageiros diferenciados a cada certo momento da vida.

Bem, sem saber ao exato à que horas o meu irá passar, fico assim vagando na estação como montes de poeira que se aglomeram e com o sopro do vento vagam sem saber a sua próxima parada.

É, vejo que a chuva que me motivou a escrever tal elegia já cessou, assim como a minha dor que incansavelmente ousa retornar aos campos de batalha do meu coração para travar e sempre na esperança de vencer mais uma batalha contra a alegria de sorrir.

E assim, sei que outros trens de desilusões passarão nesta estação chamada vida, mesmo da espera de mudanças, cultivo a idéia de que assim o será, sempre.



Uadi